Anesthesia

Construção de nós mesmos. Construção de vidas. Vidas? Semi-mortos.

Quarta-feira, Março 01, 2006

 
e o meu coração colado ao teu pra ver se cola.
 
da janela.

odeio ver e ver e ver. milhões de vezes. mais um erro. o mesmo erro, novamente.

odeio vê-lo pela janela.

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

 
talvez eu não queira ouvir o que as pessoas têm a dizer. só por hoje.
 
por toda essa alegria que é tanta luz, que é tanta coisa longe longe, que é tanto e tanto....

parece ser demias, parece não caber aqui.

deve ser por isso que nunca chega.
 
nunca mais serei "nós", na vida.

Sábado, Fevereiro 18, 2006

 
-cerveja. meninas e conventos. história interessantes.
-metropolis. velinho. relógio-despertador. luzinha.
-los hermanos. bate-cabeça. fãs do iron maiden.



você não quis ouvir.

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

 

eu só queria algumas dessas, viu.
...embrulhem em papel de presente com laços.
 
chover.
escorrer.
sumir.

 
Nada cresce. Nada vive. Sequer sonha-se. Apague a luz, ao sair.
 
Não pode entrar. Ela não permitirá. Ninguém ultrapassará as suas muralhas. Há mais a se esconder do que sentimentos. Pode-se levar algumas coisas. Um olhar vazio e incontáveis histórias sem começo nem fim, que nunca ocorreram.

Só não se engane: aqui é lugar algum.

Segunda-feira, Janeiro 30, 2006

 
não, não vale nada mais

não vale mais histórias, não vale mais a minha falta de imaginação. a falta de imaginação que consome tudo. porque ela só não existe para viver.


porque viver não existe.


se faz as escolhas. e as sangra. dia após dia.


e se cala e disfarça aceitar.

isso é tudo?
 
porque eu sou idiota. e imediata.
 
a menina se esbourrachou. previsível e inevitavelmente.

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

 
porque hoje é só solidão.
todo esse colorido que não significa nada.


porque nada há para ser apagado ou esquecido. e é difícil entender.

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

 
os degrais não acabavam mais. subia inquieta, e não era medo. não. ela sabia.
a coragem inundava-a inteiramente. mas, há perdas. perda de vazio.
acabou. viu-se de frente à corda-bamba. mais um salto no escuro?
acreditar novamente?
permitir?

engraçado como alguns passos podem definir tanta coisa. e como ainda dói, depois de tanto tempo. tem lugares que nunca calejam verdadeiramente.

esticou o pé, enfeitado pela sapatilha. e caminhou.

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