Construção de nós mesmos. Construção de vidas. Vidas? Semi-mortos.
da janela.
odeio ver e ver e ver. milhões de vezes. mais um erro. o mesmo erro, novamente.
odeio vê-lo pela janela.
talvez eu não queira ouvir o que as pessoas têm a dizer. só por hoje.
por toda essa alegria que é tanta luz, que é tanta coisa longe longe, que é tanto e tanto....
parece ser demias, parece não caber aqui.
deve ser por isso que nunca chega.
nunca mais serei "nós", na vida.
-cerveja. meninas e conventos. história interessantes.
-metropolis. velinho. relógio-despertador. luzinha.
-los hermanos. bate-cabeça. fãs do iron maiden.
você não quis ouvir.

eu só queria algumas dessas, viu.
...embrulhem em papel de presente com laços.
Nada cresce. Nada vive. Sequer sonha-se. Apague a luz, ao sair.
Não pode entrar. Ela não permitirá. Ninguém ultrapassará as suas muralhas. Há mais a se esconder do que sentimentos. Pode-se levar algumas coisas. Um olhar vazio e incontáveis histórias sem começo nem fim, que nunca ocorreram.
Só não se engane: aqui é lugar algum.
não, não vale nada mais
não vale mais histórias, não vale mais a minha falta de imaginação. a falta de imaginação que consome tudo. porque ela só não existe para viver.
porque viver não existe.
se faz as escolhas. e as sangra. dia após dia.
e se cala e disfarça aceitar.
isso é tudo?
porque eu sou idiota. e imediata.
a menina se esbourrachou. previsível e inevitavelmente.
porque hoje é só solidão.
todo esse colorido que não significa nada.
porque nada há para ser apagado ou esquecido. e é difícil entender.
os degrais não acabavam mais. subia inquieta, e não era medo. não. ela sabia.
a coragem inundava-a inteiramente. mas, há perdas. perda de vazio.
acabou. viu-se de frente à corda-bamba. mais um salto no escuro?
acreditar novamente?
permitir?
engraçado como alguns passos podem definir tanta coisa. e como ainda dói, depois de tanto tempo. tem lugares que nunca calejam verdadeiramente.
esticou o pé, enfeitado pela sapatilha. e caminhou.